sábado, 4 de dezembro de 2010

Visita ao Espaço Tim-UFMG do conhecimento

A visita realizada no espaço Tim-UFMG do conhecimento no dia 9 de novembro iniciou com uma apresentação no planetário que possui uma tela 360º o que permite visualizar as imagens de forma muito parecida com o real. No terceiro andar o espaço é destinado ao tema Origens que aborda questões do surgimento o homem, no segundo o tema é Vertentes que explora a dimensão simbólica e social do homem e no primeiro andar com o tema águas reflete sobre as questões ambientais atuais, seus problemas e parte da solução que é a participação de todos em sua melhoria.
 O que mais me chamou a atenção foi o espaço vertentes que logo no início nos deparamos com as seguintes frases:
“A memória de um povo, como uma jóia é guardada nas histórias, que contam, de várias formas, o que acontece nas relações e o que as mantém. Todos os saberes, depurados na experiência de tantos, por muito anos, podem, então, ser conhecidos pelos que aprendem a ouvi-las.”
E então fiquei refletindo de como este saber memorialístico é importante para o arquiteto conhecer e desenvolver seus projetos. A história oficial na maioria das vezes não traz a realidade necessária sobre o ambiente habitado, portanto é necessário aprender também a ouvi-las. Na exposição o nome e os lugares também aborda a questão da memória e o local e suas relações culturais, o que pode servir como base para pesquisas.
Outro aspecto interessante deste espaço foram as cúpulas que permite que apenas uma pessoa escute com clareza os sons produzidos relacionados a diferentes versões de tribos e línguas sobre a origem do homem.  
Apesar da maior parte do conteúdo das exposições estarem voltadas para estudantes o primeiro e segundo grau é muito importante conhecer este tipo de espaço já que o conteúdo é apresentado de forma interativa e completamente diferente do método tradicional apresentado nas escolas. Mas possibilita também novas reflexões do nosso ambiente espacial, cultural e ambiental.  




quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Qual o limite da perspectiva?

Pode ser o limite a visão humana e como cada indivíduo visualiza o contexto local. Uma vez que o modo visto conforme as experiências vividas e conhecidas por cada um configura a obra como única e individual.

Alguns croquis




terça-feira, 30 de novembro de 2010

Disse que me disse - A arquitetura e a utilidade

Muitas vezes ouvimos e até mesmo lemos que a arquitetura não serve para nada, é somente estética e gasto de recursos desnecessários em uma obra. 
No entanto o conceito de arquitetura vem se modificando e atualmente a arquitetura e a arte se encontram entrelaçadas e seus objetivos e atitudes se convergem, não no sentido da inutilidade, mas da aproximação com o usuário na acepção de conhecer sua cultura,  entender suas necessidade, segundo Schulz-Dornburg, 2000  “Ciertas obras son tan similares que a menudo resulta difícil determinar si el autor es un artista o un arquitecto”.
Mas para as edificações serem bem apresentadas esteticamente, ou seja, ter um bom design, necessariamente não precisam apresentar função ou necessidade obrigatoriamente, ainda mais nos desafios que hoje as cidades apresentam.
Uma iniciativa muitoimportante que envolve tanto a questão da acessibilidade quanto a questão da
utilidade foi a inauguração o “brinquedão” no parque o Ibirapuera em São Paulo no mês de outubro deste ano. Este brinquedo criado pela LAO Engenharia design possui rampa de inclinação suave, inscrições em braille,piso tátil e suportes aéreos ao alcance de uma criança sentada em uma cadeira de rodas.
No entanto para que as crianças tenham acesso ao local desde a saída de suas casas tem uma série de fatores que ainda não estão resolvidas nas cidades como por exemplo as rampas de acesso nas calçadas e nos ônibus, que muitas vezes até possuem acesso mas não funcionam no momento que o usuário necessita. Entretanto qualquer iniciativa neste sentido pode ser considerada um avanço como foi o playground interativo.
Referências:
SCHULZ-DORNBURG, Julia. Arte y arquitectura: nuevas afinidades = Art and architecture : new affinities. Barcelona: GG, 2000. 144 p.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Seminário paisagens periféricas

Convidada pelos professores Cristiano e Roberto que ministram a oficina de fundamentação e instrumentação fui ao Jardim Canadá onde ocorreu o seminário Paisagens periféricas no dia 6 deste mês. A palestrou que mais me chamou a atenção foi a do Laymert Garcia, apesar de ter sido bem aprofundada e ter demandado alguns conhecimentos prévios que ainda não possuo, mas o que entendi foi suficiente para refletir sobre questões que até hoje continuo a pensar.
Primeiramente na abertura de sua explanação, Laymert citou um grande exemplo para todos nós brasileiro que é o Miguel Nicolelis, mais ainda fiquei admirada quando disse parafraseando o Nicolelis “O primeiro mundo faliu e agora o primeiro mundo é aqui.” Não que nunca tivesse escutado isto antes mas, é que as pessoas que agora estavam dizendo isto me fez sentir mais segurança e comecei realmente a acreditar nisto. Na questão refletida sobre a periferia e o centro ficou evidente que além do cenário internacional de estarmos indo para o centro, ou seja, a periferia estar chegando ao cento, a questão interna também é importante para reafirmarmos nossa cultura e mostrar para o mundo quem somos. Para isso precisamos refletir sobre nossa cultura e pensarmos no que realmente é potencia cultural e eliminar o preconceito de nossa elite cultural. Um exemplo dado por Laymert foi a arte ou “antiarte” do grafite que possui uma história e conhecimento próprio construído por brasileiros.
Pensando na questão arquitetônica fiquei refletindo sobre o que podemos fazer como futuros arquitetos para que possamos investir na relação entre arquitetura, identidade nacional e cultura local. É importante então, além de pensar no lugar físico a ser projetado, a cultura local, sua relação com o meio e como o projeto a ser apresentado pode contribuir para a valorização desta cultura.
 
Referência
Seminário Paisagens Periféricas. 2010, Jardim Canadá, MG. Brasil, Paisagem periférica, Obsessão do
descompasso
. Disponível em:<h
ttp://www.paisagensperifericas.blogspot.com/>
Acesso em: 22 de nov. 2010.



terça-feira, 9 de novembro de 2010

Disse que me disse – A arquitetura e os templos

A preocupação com as questões do espírito sempre foi uma inquietação humana e com esta preocupação vem a necessidade em construir templos religiosos como relata Salvadori (2006, p. 2) “Com efeito, boa parte dos maiores monumentos arquitetônicos arqueológicos foram construídos para atender a necessidades espirituais.”

No entanto na atualidade vemos que esta preocupação continua a ocorrer e um exemplo é a replica do Templo de Salomão que será construída pela Igreja Universal do Reino de Deus em São Paulo. A área utilizada para a construção será de 80.000 m2, a altura será de um prédio de 18 andares, o altar e a fachada serão feitos com pedras importadas de Israel e o valor estimado da obra é de trezentos milhões de reais. Segundo o Bispo Edir Macedo o templo será muito apreciado: “Nós encomendamos o mesmo modelo de pedras de Jerusalém que foram usadas por Salomão, pois vamos revestir as paredes do templo com elas. Nós queremos que as pessoas tenham um lugar bonito para buscar a Deus e também a oportunidade de tocar nessas pedras e fazer orações nelas.”

Podemos observar uma preocupação em utilizar um dos materiais utilizados na época da primeira construção no séc IX a.C. que é a pedra de Jerusalém, além também por se tratar de uma réplica o mesmo modelo arquitetônico, pelo menos na fachada, será utilizado.  No entanto será empregado uma tecnologia de ponta acumulados por anos de pesquisa humana, como por exemplo, a iluminação camuflada que simulará o brilho do sol, já que, no primeiro templo erguido não havia nem iluminação artificial.
O templo ficará bem destacado na paisagem do bairro do Brás em São Paulo, já que seus traços arquitetônicos não terão nada em comum com a arquitetura local.
 
 
Segue Link da modelagem em 3D do Templo.
Referências:
 
SALVADORI, Mario George. Por que os edifícios ficam de pé: a força da arquitetura. 1. ed. São Paulo: M. Fontes, 2006. xii, 371 p.
 
 
Disponível em: http://bispomacedo.com.br/2010/07/15/projeto-do-templo-da-iurd/. Acesso em: 8 nov. 2010.
Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=_d0YByN6vo4 . Acesso em: 8 nov. 2010.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Resenha: os usos das calçadas

Os textos de Jane Jacobs refletem sobre os usos das calçadas referentes aos itens de segurança, contato e integração das crianças em especial frente ao planejamento urbano e urbanização de cidades dos EUA. Nestes tópicos Jane observa os problemas existentes e algumas possíveis soluções que os urbanistas podem contribuir para minimizar ou evitar os problemas abordados ocorridos nas grandes cidades. A autora aborda o assunto de modo bem prático com exemplos do cotidiano através de pesquisas já realizadas e da sua observação sobre o funcionamento das ruas  e calçadas das cidades que se tornam seu laboratório.
Em relação à segurança Jacobs relaciona o uso seguro da calçada com a sensação de uma cidade segura, para isso é importante que as calçadas sejam vivas, ou seja, frequentadas por seus moradores e que sejam observadas e interferidas por elas. Para atrair as pessoas para as calçadas é preciso que tenha atrativos como por exemplo um comércio local bem variado entre bares, restaurantes, padarias entre outros.
No item relacionado ao contato a autora enfatiza da necessidade de um certo grau de contato entre os vizinhos, mas de forma que não interfira na vida privada, já que, pode gerar a falta de privacidade e até o desejo de afastamento do local. É necessário então haver um equilíbrio entre a “determinação das pessoas de ter um mínimo de privacidade e seu desejo concomitante de poder variar os graus de contato, prazer e auxílio mantidos com as pessoas que as rodeiam.”
No texto sobre a integração das crianças quanto ao uso das calçadas houve primeiramente uma desmistificação quanto ao uso dos playgrounds em espaços públicos, que são vistos de forma improdutiva. Uma vez que, nas cidades pesquisadas pela autora, não são utilizados pelas crianças, já que são localizados distantes dos olhos dos adultos, tornado um lugar inseguro com a presença de ladrões, usuários de drogas.
Para os urbanistas é necessário então repensar na forma como se planeja a vida residencial, proporcionando satisfazendo as necessidades de interação entre as pessoas para que possam se sentir seguras, obtendo uma integração de qualidade com seus vizinhos e manter uma qualidade de vida melhor para suas crianças. Para isso, é necessário de rever como as calçadas estão sendo vistas atualmente, sua importância neste contexto que vai além da função de passar pessoas. A questão é complexa e fundamental para que o planejamento urbano seja realizado de modo eficiente e satisfatório.
É importante também ressaltar da necessidade para este planejamento “ideal” haver diálogo entre os planejadores e os futuros moradores, sabendo dos aspectos essenciais e até psicológicos dos moradores para se obter bom êxito. Reflito ainda que a realidade de cada país, estado e região é diferente e precisa também de estudos preliminares antes de ser realizada qualquer intervenção. As considerações feitas pela autora podem ser utilizadas como premissas iniciais para estudos de casos que possam ter alguma semelhança entre si.

Referencia:
JACOBS, Jane. Morte e vida de grandes cidades. São Paulo: Martins Fontes, 2000.