A visita realizada no espaço Tim-UFMG do conhecimento no dia 9 de novembro iniciou com uma apresentação no planetário que possui uma tela 360º o que permite visualizar as imagens de forma muito parecida com o real. No terceiro andar o espaço é destinado ao tema Origens que aborda questões do surgimento o homem, no segundo o tema é Vertentes que explora a dimensão simbólica e social do homem e no primeiro andar com o tema águas reflete sobre as questões ambientais atuais, seus problemas e parte da solução que é a participação de todos em sua melhoria.
O que mais me chamou a atenção foi o espaço vertentes que logo no início nos deparamos com as seguintes frases:
“A memória de um povo, como uma jóia é guardada nas histórias, que contam, de várias formas, o que acontece nas relações e o que as mantém. Todos os saberes, depurados na experiência de tantos, por muito anos, podem, então, ser conhecidos pelos que aprendem a ouvi-las.”
E então fiquei refletindo de como este saber memorialístico é importante para o arquiteto conhecer e desenvolver seus projetos. A história oficial na maioria das vezes não traz a realidade necessária sobre o ambiente habitado, portanto é necessário aprender também a ouvi-las. Na exposição o nome e os lugares também aborda a questão da memória e o local e suas relações culturais, o que pode servir como base para pesquisas.
Outro aspecto interessante deste espaço foram as cúpulas que permite que apenas uma pessoa escute com clareza os sons produzidos relacionados a diferentes versões de tribos e línguas sobre a origem do homem.
Apesar da maior parte do conteúdo das exposições estarem voltadas para estudantes o primeiro e segundo grau é muito importante conhecer este tipo de espaço já que o conteúdo é apresentado de forma interativa e completamente diferente do método tradicional apresentado nas escolas. Mas possibilita também novas reflexões do nosso ambiente espacial, cultural e ambiental.
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