segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Visita a Inhotim

No sábado dia 2 de outubro fui visitar o Instituto Inhotim localizado em Brumadinho, cidade vizinha a minha que é Betim, pela segunda vez. Na primeira vez em que visitei o Instituto em 2008 a sensação de tive quando cheguei foi a de estar em outro país, nunca tinha visto jardins tão belos e diferentes, com uma variedade e com espécies tão exóticas. A sensação de ar fresco e ambiente tranqüilo foi muito bom, no entanto, pude observar na visita a uma das galerias o contraste com o barulho da intensa atividade mineraria que existe ao lado do museu.
Na primeira visita ao Inhotim estava com minha irmã professora que adorou a idéia quando a chamei para visitar o museu. De volta ao Instituto neste ano a sensação que tive ao chegar foi de muitas lembranças desta minha irmã que não está mais no meio de nós. Principalmente nas galerias em que estivemos juntas e que ainda estavam do mesmo jeito.
Não vou comentar sobre todas as galerias em que visitei, mas apenas de algumas que mais me chamou a atenção, já que, de 2008 até o momento percebi que houve uma grande expansão do museu.  Na galeria Praça o espaço destinado a obra de Janet Cariff é bem aconchegante, de cor branca, os bancos largos são um convite para sentar e apreciar o excelente coral da Catedral de Salisburo cujo som vem das várias caixas dispostas no entorno da sala.
Na galeria de Doug Aitken  a natureza parece estar integrada a obra tanto no aspecto visual da vista externo quanto do lado interno com o uso do vidro e seu jogo e ofuscar a imagem com películas de plástico. O poço de 202 m que reproduz o som do interior da terra provoca uma sensação e medo e curiosidade para saber o que está provocando o som no momento, já que ele varia constantemente. Só fiquei intrigada com uma coisa: como deve ser o ruído provocado pela mineradora que, funciona do lado do museu, quando está em atividade e utilizando seus explosivos. É um contraste com a tranqüilidade do local.
Na galeria Adriana Varejão os elementos do positivismo está presente na arquitetura do prédio com o uso do vidro, espelhos d’água e a cor branca. No entanto no interior com as obras verifica-se um contraste com o belo e linhas retas principalmente nas obra “Linda do Rosário” e “Celacanto Provoca Maremoto”. No térreo os pássaros pintados a mão sobre o azulejo branco são muito belos, mas ficam tão claros com os raios de sol que fica difícil observar a obra. Ainda nesta galeria é muito interessante como a obra O colecionador trabalha com a perspectiva, deu vontade até de sentar e ficar desenhando...

Segue algumas fotos referentes aos comentários.

Janet Cardiff, Forty Part Motet, 2001, instalação sonora em 40 canais, com duração de 14’7’’, cantada pelo coro da catedral de Salisbury, dimensões variáveis, foto: Pedro Motta

OUG AITKEN SONIC PAVILION 2009 - Foto: Pedro Motta

Detalhe da obra Celacanto Provoca Maremoto - Adriana Varejão


Adriana Varejão, Celacanto Provoca Maremoto, 2004 - 2008, óleo e gesso sobre tela, 110 X 110 cm cada, 184 peças, foto: Vicente de Mello


 Adriana Varejão, Linda do Rosário, 2004, Óleo sobre alumínio e poliuretano, 195 X 800 X 25 cm, foto: Eduardo Eckenfels


Adriana Varejão - O Colecionador, óleo sobre tela, 320 x 750 cm, 2008. Foto: Vicente de Mello


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